maio 13, 2010

Em defesa do concurso público


Um levantamento realizado em 22 comarcas aponta existência de pelo menos 53 cargos vagos necessitando de nomeação e a necessidade de criação de mais 114 vagas nesses locais. O levantamento está sendo feito em todas as comarcas. O quadro total de trabalhadores faltantes no judiciário catarinense demonstra que a administração do Tribunal de Justiça continua a implementar uma política neo-liberal de contratação de trabalhadores precários em Santa Catarina.
Em vinte e uma comarcas existem 198 trabalhadores precários, isto é, sem vínculo efetivo com o Estado. Os estagiários ocupam uma grande fatia da força de trabalho. Em Ituporanga, por exemplo, há 11, em São Miguel do Oeste 23, Pomerode 7, Porto Belo 14, Guaramirim 9, Xanxerê 14, Pinhalzinho 9, assim, algumas comarcas podem estar extrapolando o número máximo de estagiários que poderiam.
As reclamações que surgem com os relatórios apontam ainda a acumulação de funções dentro dos fóruns, principalmente os de pequeno porte aonde, principalmente os Técnicos Judiciários Auxiliares ou Agentes de Portaria e Comunicação assumem as funções de Distribuidor, Contador, TSI, Secretaria do Foro, entre outras.
Ainda há reclamações quanto a forma como as vagas são distribuídas. Atualmente o modelo não atende a real demanda de trabalho e prejudica a atividade forense, causando desconforto em fóruns de mesmo porte/entrância onde em um há o dobro do número de processo que no outro, contudo com o mesmo número de trabalhadores.
O levantamento demonstra ainda que além da necessidade urgente da contratação de trabalhadores para ocuparem os cargos vagos; além da criação de mais cargos efetivos em todo o estado é necessário que a administração do Tribunal de Justiça faça uma distribuição das vagas de forma mais humana e com um planejamento adequado para a demanda da sociedade.

PARA CONHECIMENTO DOS INTERESSADOS

Relatório da reunião com Dr. Adilor Danieli (Juiz da Vara da Família, Órfãos, Infância e Juventude de Balneário Camboriú – SC), membros da OAB/BC, advogados e integrantes de redes de atendimento à criança e adolescente e Dra. Mary Ann da Corregedoria Geral de Justiça - CEJA.

05 de abril de 2010, 19h30min - finalizou 21h15min.

Dra. Reti Jane, como presidente da OAB Subseção de Balneário Camboriú – SC abriu os trabalhos agradecendo a disposição do Magistrado em agendar e conversar com os advogados sobre as questões da Vara da Família, Órfãos, Infância e Juventude de Balneário Camboriú. Seguiu com a palavra o Dr. Adilor, que disse estar iniciando um novo trabalho, e quer contar com a ajuda também da OAB e de todos os advogados que militam na Vara da Família, Órfãos, Infância e Juventude. Informou que solicitou para a OAB essa conversa com os advogados, pois foi o mesmo método utilizado em Itajaí e Navegantes quando atuou na Vara da Família, e entende que o olhar externo também é importante para melhorar o andamento dos trabalhos. Inicialmente fez ampliação do gabinete para que todos os assessores trabalhem em um mesmo ambiente junto ao magistrado, facilitando assim sanar as dúvidas e fazer as devidas orientações do andamento processual, além de poder inibir qualquer tipo de desídia, apenas por estar no mesmo ambiente. Comentou o magistrado que fará, no início de maio de 2010, uma semana de conciliações, em atendimento simultâneo em quatro salas junto àquela Vara, que serão realizadas por conciliadores e simultaneamente acompanhadas pelo Magistrado. Com tal medida, readequando a pauta das audiências de conciliação, pretende remarcar as audiências de instrução já designadas para 2012 e 2011. Acredita ainda que o reagrupamento das audiências em uma única semana irá facilitar o cumprimento dos atos pelo cartório. Outra medida já definida é que nos processos em que forem realizados acordos, imediatamente serão feitos os ofícios e mandados de averbação, se os advogados renunciarem ao prazo recursal, utilizando alguns minutos a mais na audiência, mas poupando serviços posteriores ao cartório e demora no cumprimento para as partes e advogados. Presente ainda nos trabalhos a representante da Comissão Estadual Judiciária de Adoção - CEJA – vinculada a Corregedoria Geral de Justiça de Santa Catarina – Dra. Mary Ann, que expôs sobre algumas questões relacionadas à adoção. Iniciou a coordenação das manifestações o Dr. Luiz Fernando Ozawa, como primeiro inscrito, repassando os seguintes pontos que entende, particularmente, que precisam ser verificados e melhorados na Vara: a) Na parte administrativa: 1) exigência de furar folhas, colocar CEP e CPF do Procurador e da parte adversa; 2) “indeferimento” de petições no balcão da distribuição; 3) falta de espaço físico adequado para o atendimento ao advogado, poucas cadeiras; 4) questão de preferência no atendimento aos idosos e advogados; 5) distribuição de senha pelo segurança do edifício; 6) demora no atendimento do balcão; 7) falta de acesso do advogado ao processo e aos funcionários da Vara; 8) atendimento apenas através de estagiários sem “poder” e as vezes, sem conhecimento adequado; 9) Rigor excessivo na carga de processos; b) Na parte jurisdicional: 1) demora na designação de audiência; 2) falta de publicação dos atos na Vara da Infância; 3) demora no cumprimento dos atos; 4) demora no trâmite de cautelares; 5) exigências demasiadas para homologação de acordo/demora na homologação; 6) devolução de custas em acordo, cálculo de custas remanescentes; 7) descumprimento de Lei Federal (CPC) e ECA com instituição de “Portarias”; 8) cautela na Impugnação à Justiça Gratuita; 9) maior agilidade no cumprimento de mandados (citação/intimação/execução). Como foram muitos assuntos abordados o Magistrado falou sobre alguns e disse que irá verificar os demais. Entende que a reunião das audiências de conciliações em uma única semana irá facilitar o cumprimento dos atos pelo cartório. Com relação aos dados na petição acredita ser determinação da CGJ/SC, mas irá verificar além dos demais assuntos. Em seguida usaram da palavra
Dra. Karina Joedil Ferreira Reges que comentou que quando atende pessoas durante o PLANTÃO o Juiz ou Escrivão de Plantão não conseguem ter acesso aos processos que estão na Vara da Família. Dr. Adilor comentou que as chaves do imóvel ficam com a vigilância, e que tentará resolver essa questão; Dr. Rubens Adriano Zappelini, ratificou os itens ditos pelo Dr. Ozawa e acrescentou a necessidade de ter mais funcionários capacitados e maior agilidade no cumprimento dos atos. Dr. Adilor disse que com relação aos funcionários está conversando com todos os que aqui estão, e que hoje recebeu a nova Escrivã – Senira Mantovani, que também era da 2ª Vara Cível, acreditando que poderá ajudar em tais cumprimentos. Comentou que a proposta de uma pauta de conciliações em uma única semana facilitará o cumprimento dos atos pelos servidores, e fará com que se agilizem os processos, pois da forma como está a pauta de audiências acaba consumindo os serviços para o cumprimento das diligências. Será feita, por experiência, a semana de conciliação em maio (1ª semana) e depois em junho, e uma avaliação junto com a OAB/SC-BC e os Advogados sobre o que foi realizado. Comentou que durante os poucos dias que já atuou na Vara da Família pode se interar das situações ali vividas, inclusive recebeu com surpresa uma petição para despacho apenas “para vista de um processo” que estava em gabinete, dizendo que era inconcebível tal procedimento, não só para os advogados, mas também para o próprio magistrado, pois acaba criando mais serviços, quando na verdade o advogado pode ver diretamente processo no Gabinete. Sobre o espaço físico citado por Dr. Ozawa, disse que está em conversas com a direção do Fórum para que a Vara seja instalada naquele edifício (no Fórum Central). A respeito há apenas conversas, mas que isso iria resolver a questão do espaço. Dr. Adilor explicou que excepcionalmente poderá atender somente a parte, pois senão não tem como dar conta de todo o serviço, mas sempre e em qualquer horário atenderá os advogados. Disse ainda que não haverá sistema de atendimento exclusivo de pautão, ficando a critério de cada advogado comparecer com as partes, quando for necessário apenas homologação de acordo ou ratificação de separações e divórcios, principalmente no horário de 13 à 14 horas, ou entre as audiências durante os demais horários, conforme houver possibilidade. Não é necessário marcar, precisa apenas juntar os documentos necessários e o processo, e convidar todas as partes interessados. Dra. Laura Bailer comentou que entende que a Vara está um pouco “amarrada” em relação ao andamento dos processos, e diz que precisa ter uma equipe melhor preparada, e que as questões que não estiverem sendo observadas, o magistrado deve imediatamente chamar a atenção do funcionário. Dr. Volnei Carlos Danielli não concorda com a posição do Dr. Ozawa quanto a furar as petições, e que pode sim fazer isso no escritório. Elogiou o magistrado pela nova etapa que se propôs enfrentar junto a Vara da Família e Infância. Criticou a ação dos Conselheiros Tutelares, perguntando ainda a respeito dos conciliadores. Dra. Mary Ann sugeriu uma conversa com os Conselheiros Municipais e Tutelares, como hoje está sendo feita, e também com os demais integrantes da rede de atendimento à criança e ao adolescente. Dr. Adilor informou que os conciliadores não serão retirados, mas que as audiências, na medida do possível, terão a participação do magistrado. Dr. Volnei disse ainda que o cartório do Juizado Especial Cível é exemplar, e deve ser seguido como modelo para os demais cartórios judiciais. Dra. Reti Jane leu pedidos de colegas advogados que não puderam estar presentes no evento por compromissos particulares já agendados – Dr. Germano criticou a postura da funcionária Lilian (Gabinete), e a Dra. Emelise disse que a vara está “amarrada”. Dra. Reti disse ainda que vê grandes problemas no atendimento da equipe técnica que atende junto à Vara, principalmente em relação a pessoas pobres, pois testemunhou enorme discriminação e preconceito, o que considera absurdo, pois são realmente as pessoas que mais necessitam do atendimento do Estado. Relatou questões em que o direito de partes foi violado; que foram feitas adoções sem respeito à legalidade, pois havia possibilidade de recolocação das crianças com parentes e às vezes até com os próprios pais, que apenas precisavam de apoio. Questionou sobre o convênio feito pela gestão da OAB/SC-BC anterior a respeito da “Advocacia de Plantão”, a respeito do que pessoalmente não é a favor; citou duas advogadas que foram nomeadas para o ato de audiência, como defensoras de duas pessoas pobres (uma negra e outra índia) em que as advogadas, nomeadas para a defesa, “pediram a condenação das partes”, sem qualquer objeção pelo juiz. Relatou um caso em que a mãe tem alguns filhos, normalmente um de cada pai, e não tem condições de sustento dos mesmos, procura o apoio do Estado e acaba sendo sumariamente destituída do poder familiar, por sua incapacidade de dar melhor cuidado aos filhos, quando justamente o contrário deveria ocorrer, ou seja, o Estado deveria garantir condições de auxílio a essa mãe e seus filhos para viverem juntos, pois na grande maioria das vezes o que a mãe e os filhos querem é isso. Que, apesar desses abusos, nunca viu nenhuma ação pedindo a prisão do Prefeito, do Governando ou do Presidente da República, que deixam de cumprir o que a Lei determina, que é dar prioridade absoluta às crianças e adolescentes, e isso inclui programas de atendimento às famílias. Dr. Adilor disse que entende bem a questão da relação da mãe e adoção dos filhos, da convivência com a equipe que faz a intermediação, e ainda que ser pobre não deve ser encarado dessa forma, pois que todos merecem o devido respeito. Disse ainda que em relação aos conciliações estará sempre presente tentando o acordo, mas que se não for possível dará continuidade ao feito em respeito ao direito das partes. Com relação aos Plantonistas está se inteirando sobre o assunto e irá conversar sobre essa questão nas próximas Audiências. A representante da CEJA, Dra. Mary Ann disse que é necessário um correto acompanhamento familiar, com programas desenvolvidos para esse fim, ampliação da rede de atendimento, e ajuda com Políticas Públicas. Informou que lamentavelmente o sistema judiciário não é tão eficiente com as adoções nacionais quanto o é com as adoções internacionais. Dra. Reti comentou sobre o Projeto “P.A.I.S” que tem como coordenadora a Psicóloga Graziela. Dra. Mary Ann disse que é necessário maior envolvimento do Poder Público, mais programas na rede de atendimento, e que está disposta a fazer novas reuniões com o Poder Público para ajudar a ampliar o atendimento. Dr. Leandro M. Hannibal, Vice-presidente da OAB/SC-BC comentou sobre dificuldade de acesso aos autos em gabinete; audiências para 2011 e 2012 que acabam criando um forte impacto negativo para as partes; que as conciliatórias devem ser acompanhadas pelo Magistrado; apesar do esforço dos conciliadores, entende que com a presença do Juiz é diferente a postura das partes, mencionando que em duas oportunidades chegou a haver ameaça de agressão física, em que apesar de solicitado não houve a presença da magistrada, tendo que contar apenas com o segurança para que não chegassem as “vias de fato”; Precisa melhorar a “cela” da delegacia da mulher que abriga adolescentes em conflito com a lei, pois não é local próprio para a apreensão dos mesmos, chegando ao absurdo de ficarem trinta (30) dias naquele local, que deveria ser apenas transitório. Dr. Adilor comentou que a “cela” é para apenas cinco (5) dias no máximo, e que há graves problemas de vagas nos CIP´s (centros de internação provisória), relatando que não conseguiu deixar um adolescente sequer por uma noite, pois estava lotado. Dra. Mary Ann disse que precisamos melhorar o tipo de acomodação ao adolescente infrator, que não pode apenas ser colocado em uma “cela” fechada, onde não existe qualquer ventilação ou condições humanas para permanência; que precisamos, em conjunto, cobrar do poder público melhores condições de tratamento ao adolescente infrator, para que possa realmente ser sócio-educado como prevê a lei. A assistente Kátia Cilene Alexandre, da Casa da Criança do Brasil, perguntou sobre uma GUIA DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL que recebeu da assistente social forense no dia de hoje. Foi explicado pela representante da CEJA que o procedimento está sendo adequado ao pedido do CNJ para que toda criança ou adolescente que seja acolhido institucionalmente tenha comunicação ao juiz no prazo de 24 horas, e que após isso, seja emitida uma guia de acolhimento institucional conforme o modelo que apresentou no ato, mas que a que foi remetida à A. S. está incorreta, pois ela deve ser preenchida pela assistente social forense. Uma advogada que acompanha os processos de ADOÇÃO informou que falta interação entre as equipes que cuidam desse assunto, seja em relação aos procedimentos de várias adoções ou apenas uma, com dados precários e atendimentos conflitantes entre as equipes; precisa ser melhor avaliado pois existem pareceres divergentes em uma mesma equipe, a respeito da situação de crianças alvo de adoções. Dr. Gilmar Capellari comentou que existe rapidez na determinação dos alimentos, mas que não vê a mesma agilidade no procedimento da execução de tais alimentos. Dra. Tânia Westarb comentou sobre um episódio com o Conselho Tutelar, informando que a Conselheira Cláudia foi até seu cliente informar que o Juiz havia determinado a modificação da guarda da criança, quando na verdade não havia qualquer determinação neste sentido. Dr. Adilor pediu para reduzir a termo esse fato e que irá pedir explicações. A Psicóloga Elisa Garcia (Casa da Criança do Brasil) disse que é necessário melhor atenção nas adoções, pois algumas vezes tem recebido telefonemas dizendo que os pais adotivos estão indo até a casa para buscar a criança, sem a menor possibilidade de preparação da criança para isso, pois é direito dela, da criança, ter um tempo de preparação, que não é feito. A representante da CEJA informou que estamos ainda muito deficitários em relação aos procedimentos de adoção por brasileiros, e quando se trata de estrangeiros esse problema não existe. Existe ainda a situação de separar irmãos, o que acaba prejudicando a vida da família. É necessário criar um entrosamento para a adoção. Precisa haver acompanhamento nas adoções nacionais. Foi deixado com a mesa dos trabalhos pedido da Dra. Clair I. S. Pereira para que possam ser juntados comprovantes de pagamento de CUSTAS sem necessidade de petição. Dr. Ozawa propôs encaminhamento para nova reunião com o Magistrado no mês de Julho, sendo que o Dr. Adilor disse querer a reunião antes, de preferência após a primeira semana de conciliação em maio/2010. Sendo assim os trabalhos foram encerrados, com agradecimento por parte do Magistrado, e da Dra. Mary Ann. Nada mais a tratar a reunião foi encerrada, que iniciou as 19h30m e finalizou as 21h15m.

maio 12, 2010

Fotos: Reunião da Comissão Meio Ambiente em 12/05/2010


"A situação da justiça do 1º Grau é de absoluto colapso"


“A situação do 1º Grau é de absoluto colapso”. Com esta frase, um Desembargador no Pleno do dia 5 de maio reconheceu o grave problema vivido diariamente pelos trabalhadores, magistrados e população que se utiliza da justiça de primeiro grau. A preocupação, contudo, culminou na montagem de uma comissão para discutir mais e maiores cargos comissionados.
A constatação do magistrado baseou-se no sentido de que aproximadamente 500 digitadores terceirizados que existem no Poder Judiciário Catarinense desenvolvem papel de Técnicos Judiciários Auxiliares. A falta de trabalhadores efetivos e principalmente a inversão do caráter do trabalho terceirizado foram criticadas pelos magistrados, mas as atitudes dos mesmos demonstram sua real preocupação.
Sobre o assunto, o Ministério Público do Trabalho já havia se manifestado e chegou a apresentar ao Pleno do TJ um Termo de Ajuste de Conduta onde tentava acordar com o Tribunal pela redução dos terceirizados num primeiro momento e futura extinção dos digitadores no Poder Judiciário. Naquele momento, por votação unânime dos desembargadores, foi considerada inadequada a assinatura do TAC.
Ainda tratando dos problemas vividos nas comarcas, foi informado que em dado fórum aproximadamente 15 profissionais da prefeitura desempenham papel de Técnicos. E estes profissionais não se encontram apenas nos Executivos Fiscais dos Municípios, mas em diversas varas com atuações das mais diversas, o que no entender da câmara de direito público seria facilmente questionável.
A falta de pessoal também é criticada no próprio edital de concurso para o cargo de Técnico publicado na última semana. O mesmo abre apenas uma vaga para o Fórum da Capital e uma para o Tribunal de Justiça, além de criar cadastro de reserva noutra comarca. O artifício é feito para "burlar" a destinação de cargos para portadores de necessidades especiais. A observação é feita, pois, só no fórum da capital aproximadamente 150 pessoas foram chamadas para ocupar o cargo de Técnico num concurso aberto para apenas uma vaga.
Apesar de toda esta constatação, da falta de pessoal na justiça de primeiro grau, principalmente de servidores em caráter efetivo, os desembargadores decidiram constituir nova comissão de estudo, a mesma estabelecida no Pleno que determinou análise sobre o cumprimento da resolução 88 (percentual de cargos comissionados/efetivos) agora para elevar ainda mais os valores recebidos pelos assessores de desembargadores e aumentar o número de comissionados nos gabinetes da administração do Tribunal de Justiça.

Utilização das salas dos advogados é vedada a quem não for inscrito na OAB

De acordo com a orientação da Seccional Catarinense da OAB, que diante da constatação de atos praticados por pessoas não inscritas no quadro de advogados ou estagiários da Ordem dos Advogados do Brasil, solicitamos a todos que portem a identificação profissional no momento de utilização da sala e a apresentem ao funcionário da Seccional, quando solicitado, a fim de que possa ser garantido o acesso apenas daqueles que possuam inscrição regular perante a OAB, bem como o conforto necessário para o desempenho das atividades profissionais.
Lembramos, ainda, que o tempo de utilização dos computadores deve ser moderado pelos usuários, a fim de que todos possam utilizá-los.

CONVITE

Fotos: Reunião com a Drª Marisa Cardoso de Medeiros, Juíza da 1ª Vara Cívil, Comarca de Balneário Camboriú



Fotos: Reunião do Conselho Editorial em 11/05/2010



maio 11, 2010

CALENDÁRIO DAS SESSÕES CONSELHO PLENO e CÂMARAS JULGADORAS OAB/SC


MÊS MAIO ANO 2010


06 - Entrega de Carteiras às 15 horas

06 - Conselho Pleno às 16 horas

07 - Conselho Pleno às 09 horas

07 - 5ª Câmara Julgadora às 9 horas

14 - 2ª Câmara Julgadora às 9h30m

18 - 4ª Câmara Julgadora às 18h30m

28 - 3ª Câmara Julgadora às 10horas

31 - 1ª Câmara Julgadora às 9 horas

maio 10, 2010

EM RAZÃO DO PEDIDO DE LICENÇA DA PRESIDENTE DRA. RETI JANE POPELIER E DO VICE-PRESIDENTE DR. LEANDRO M. HANNIBAL, POR UMA SEMANA PARA TRATAR DE ASSUNTOS INSTITUCIONAIS INTERNOS DA OAB/SC-BC, ASSUME A PRESIDÊNCIA O SECRETÁRIO GERAL, DR. JULIANO MANDELLI MOREIRA.

Fotos: Reunião da Diretoria 10/05/2010 e entrega da Carteira de Identidade Profissional para Drª Atena Daiana Schneider




CNJ na mídia

Qui, 06 de Maio de 2010.18:02:00.

PARANÁ SHOP ESPECIALCNJ CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

88% dos advogados não se sentem preparados para atuar por meio de processos eletrônicos[06-05-2010]Uma enquete realizada no site da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apontou que a grande maioria dos advogados (88%) ainda não se sentia preparada para atuar por meio de processos eletrônicos. Entre os motivos para o despreparo, 42% culpavam a falta de cursos e informações para preparar os advogados. A enquete foi realizada em agosto do ano passado. Pensando nisso, a equipe da Associação dos Advogados Trabalhistas do Paraná (AATPR) está preparando o 2°. Encontro Sul-Brasileiro de Advogados Trabalhistas, que abordará, principalmente, a modernização do Direito do Trabalho no Brasil e na América do Sul.Para Marco Antônio Villatore, Presidente da AATPR, apesar da informatização da justiça estar sendo realizada gradualmente, para que os advogados possam ir se adaptando ao sistema, ainda se faz necessário realizar debates e treinamentos específicos. "Tudo o que é novo gera muitas ressalvas. Todos os juristas sabem e entendem a importância da aplicação de tecnologias para a expansão do Direito e agilização do processo, uma vez que é uma maneira eficiente, prática e inteligente de gerenciar os trabalhos", comenta. Continua alertando o seguinte: "o que ainda falta é entender mais profundamente como utilizar estas fermentas. Afinal, não se trata mais de escolher o meio, papel ou virtual. O virtual é imprescindível, uma vez que o Conselho Nacional de Justiça está tornando obrigatória, aos poucos, a virtualização".Luiz Salvador, Presidente da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (ALAL) e da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (ABRAT), bem como Domingos Sávio Zainaghi, Presidente da Associação Ibero-Americana de Direito de Trabalho e da Segurança Social, são alguns dos representantes que debaterão a informatização da justiça e a sua influência no Direito do Trabalho durante o Encontro. O evento acontece entre os dias 27 e 29 de maio, no auditório do Campus Garcez da FACINTER. Inscrições e mais informações pelo telefone (41) 3225-1895, site http://www.aatpr.org.br/ ou e-mail aatpr@aatpr.org.brPerfil do 2°. Encontro Sul-Brasileiro de Advogados TrabalhistasDesde 1978 a Associação dos Advogados Trabalhistas do Paraná (AATPR) defende os interesses dos advogados que militam na Justiça do Trabalho. Atualmente, com mais de 700 associados, a entidade também atua no aprimoramento cultural e jurídico da classe, realizando eventos, palestras e cursos. Por isso, a AATPR está organizando o 2°. Encontro Sul-Brasileiro de Advogados Trabalhistas, com o tema Modernização do Direito do Trabalho no Brasil e na América do Sul. O Encontro acontece entre os dias 27 e 29 de maio, em Curitiba. Inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo e-mail aatpr@aatpr.org.br, pelo site http://www.aatpr.org.br/ ou pelo telefone (41) 3225-1895.

maio 05, 2010

TED e suas Sedes

1° TED - Estabelecido em Florianópolis, abrange, além da sede, as Subseções de Balneário Camboriú, Biguaçu, Itajaí, Palhoça, São José, Tijucas, Itapema, Blaneário Piçarras, Navegantes.

2° TED - Com sede em Blumenau, abrange as Subseções de Blumenau, Brusque, Gaspar, Indaial, Rio do Sul e Timbó.

3° TED - Com sede em Joinville, abrange as Subseções de, Jaraguá do Sul, Joinville, Mafra, São Bento do Sul e São Francisco do Sul.

4° TED - Com sede em Criciúma, abrange as Subseções de Araranguá, Braço do Norte, Criciúma, Imbituba, Laguna, Sonbrio e Tubarão.

5° TED - Com sede em Joaçaba, abrange as Subseções de Caçador, Campos Novos, Concórdia, Fraiburgo, Joaçaba, Lages, Videira, Poto União.

6° TED - Com sede em Chapecó, abrange as Subseções de Chapecó, Palmitos, São Miguel do Oeste e Xanxerê.

7° TED - Com sede em Lages, abrange as Subseções de Lages, Curitibanos, Canoinhas, São Joaquim.

Pós-graduação de Direito de Família


Sexta-feira: das 19h às 23h Sábado: das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30 (aulas quinzenais)

Apresentação:
O Direito de Família e o Direito das Sucessões destacam-se por serem ramos autônomos do Direito Civil, e que passaram por importantes transformações nos últimos tempos. Mudanças sociais refletiram diretamente no Direito, trazendo ao debate novas formas de constituição de entidades familiares protegidas pelo Direito, antes centrado no matrimônio indissolúvel e na legitimidade dos filhos. Além disso, observa-se a recolocação do indivíduo no centro do amparo jurídico, tornando-se o direito de família, antes eminentemente patrimonial, uma matéria cuja preocupação com o bem-estar e cuidado dos indivíduos está no enfoque principal. Assim, é importante possibilitar aos profissionais da área uma oportunidade para discussão e reflexão acadêmica acerca das transformações e caminhos a serem trilhados pelo novo direito de família, bem como fornecer instrumentos para soluçao dos conflitos. Já o direito sucessório teve uma alteração significativa com a entrada em vigor do Código Civil em 2002, sendo ainda um assunto controvertido que gera muitas dúvidas nos intérpretes. Por isso mesmo, o debate em uma pós-graduação tende a enriquecer o trabalho dos profissionais.
Objetivos:
Apresentar uma visão crítica do Direito de Família Brasileiro, com as mudanças advindas da Constituição de 1988, Código Civil de 2002, bem como do próprio comportamento social, através de uma análise das decisões judiciais recentes, com especial enfoque nos Direitos Fundamentais e Direitos Humanos. Isso fará com que o Direito de Família e o Direito Sucessório possam servir como instrumentos de concretização da cidadania, ensejando questões práticas relacionadas ao dia-a-dia forense, além de facilitar a solução de problemas cotidianos de Direito de Família e Sucessório, fornecendo instrumentos úteis aos profissionais da área.
Público Alvo:
Bacharéis em Direito, Advogados, membros do Ministério Público e do Poder Judiciário.
Coordenação:
Profª. MSc. Luciana Faísca NahasMestre em Direito pela UFSC. Doutoranda em Direito Civil pela PUC/SP. Professora do Cesusc. Advogada. Membro da Comissão de Direito de Família da OAB/SC. Membro do IBDFAM/SC.
Disciplinas:
Direitos Fundamentais de Família (15 h/a)
Capacidade Civil e Direito de Família (15 h/a)
A Conjugalidade: Casamento - efeitos patrimoniais e pessoais (30 h/a)
A Conjugalidade: União Estável - efeitos patrimoniais e pessoais (15 h/a)
A proteção aos relacionamentos homoafetivos - efeitos patrimoniais e pessoais (15 h/a)
O fim da Conjugalidade: procedimentos judiciais e extrajudiciais (15 h/a)
Parentalidade e Filiação: biológica, registral e socioafetiva (15 h/a)
As técnicas de reprodução assistida, a clonagem, os embriões congelados e as consequências no Direito de Família e no Direito Sucessório (15 h/a)
A solução dos litígios referentes à filiação em juízo (15 h/a)
Interseccões entre Direito de Famíla e o Estatuto da Criança e Adolescente (15 h/a)
Sucessão em Geral: Capacidade Sucessória, Aceitação, Renúncia, Cessão de Direitos Hereditários (15 h/a)
Sucessão Legítima: Participação do Cônjuge, Ascendentes e Descendente (15 h/a)
Testamentos: Importância, elaboração, limites e efeitos (15 h/a)
A solução dos litígios sucessórios em juízo e o inventário extrajudicial (15 h/a)
Direito Empresarial e reflexos no Direito de Família (15 h/a)
Responsabilidade Civil Aplicada ao Direito de Família (15 h/a)
Planejamento Patrimonial Familiar (15 h/a)
Mediação e Arbitragem aplicadas ao Direito de Família e Sucessório(15 h/a)
Lei Maria da Penha e seus reflexos no Direito de Família (15 h/a)
Corpo Docente:
Luciana Faisca Nahas:
Mestre em Direito pela UFSC. Doutoranda em Direito Civil pela PUC/SP. Professora do Cesusc. Advogada. Membro da Comissão de Direito de Família da OAB/SC. Membro do IBDFAM/SC.
Renata Raupp Gomes:
Mestre em Direito pela UFSC. Professora de Direito de Família e Sucessões da UFSC. Professora da ESMESC. Professora Convidada da ESA-SC. Presidente do IBDFAM-SC.
Patricia Fontanella:
Mestre em Direito. Professora da Unisul. Professora da ESMESC. Professora Convidada da ESA. Membro do IBDFAM-SC. Advogada.
Francisco José Cahali:
Doutor em Direito pela PUC-SP. Professor da PUC-SP e da FADISP. Advogado.
Geyson Gonçalves da Silva:
Mestre em Direito. Professor de Direito Civil do Cesusc. Advogado.
Débora Bonat:
Mestre em Direito. Professora do Cesusc.
Francisco José Rodrigues Oliveira Neto:
Doutorando e Mestre em Direito pela UFSC. Professor da ESMESC. Juiz de Direito.
Marcos Andrey de Sousa:
Doutor e Mestre em Direito pela PUC-SP. Advogado.
outros nomes a confirmar
Disciplina Institucional:
Seminário de Formação Profissional (15 h/a)
Disciplinas de Formação Pedagógica:
Metodologia da Pesquisa (15 h/a)Metodologia do Ensino Superior (optativa) (60 h/a)
Secretaria de Pós-GraduaçãoFone/fax: (48) 3239-2636/37/39E-mail: posgrad@cesusc.edu.br

maio 04, 2010

INSCREVA-SE JÁ

A ESCOLA SUPERIOR DE ADVOCACIA E A SUBSEÇÃO DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ DA OAB/SC, COMUNICAM AOS ADVOGADOS, ESTAGIÁRIOS, ACADÊMICOS DE DIREITO E OUTROS PROFISSIONAIS DA ÁREA JURÍDICA, QUE FARÃO REALIZAR O SEGUINTE EVENTO:
PALESTRA " UNIÃO HOMOSSEXUAL - PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL"
MINISTRANTE: PROFª LUCIANA FAISCA NAHAS
1. DATA : 24 DE MAIO DE 2010 (2ª FEIRA).
2. LOCAL: AUDITÓRIO DA SUBSEÇÃO DA OAB/SC – RUA 916, Nº 612
CENTRO – BALNEÁRIO CAMBORIÚ.
3. HORÁRIO: DAS 19:00 ÀS 22:00 HORAS (TOTAL DE 03 HORAS/AULA).
4. VAGAS: 35 (TRINTA E CINCO) INICIALMENTE, DAS QUAIS 20 (VINTE) DESTINADAS PRIORITARIAMENTE AOS ADVOGADOS INSCRITOS NA OAB/SC E EM DIA COM SUAS OBRIGAÇÕES ESTATUTÁRIAS; E 15 (QUINZE) QUE PODERÃO SER UTILIZADAS PELOS ESTAGIÁRIOS, ACADÊMICOS DE DIREITO E OUTROS PROFISSIONAIS DA ÁREA JURÍDICA.
5. INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: SUBSEÇÃO DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ – TELEFONES: (47) 3366-2060 / 3367-5750, NO PERÍODO DE 28/04 A 17/05/2010.
6. TAXA DE PARTICIPAÇÃO: R$ 25,00 (VINTE E CINCO REAIS).

Fotos: Reunião da Diretoria 03/05/2010




maio 03, 2010

JORNAL DA ORDEM / NOTÍCIAS - Seg, 26 de Abril de 2010

Juízes deverão cumprir alvará de soltura em até 24 horas
26.04.10 Os juízes responsáveis pela liberdade dos presos provisórios e condenados deverão acompanhar a expedição e o cumprimento do alvará de soltura. Resolução do CNJ, aprovada na sessão plenária do Conselho, determina que os juízes devem cumprir o alvará de soltura no prazo máximo de 24 horas. A decisão visa inibir o cumprimento de pena em excesso, situação detectada em vários estados pelos mutirões carcerários promovidos pelo Conselho. De acordo com o diretor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, juiz Erivaldo Ribeiro dos Santos, a aprovação da resolução foi uma decisão histórica do Conselho. Com a aprovação, o juiz passa a ser responsável pelo acompanhamento da soltura do preso. O texto especifica que dentro de cinco dias, o cartório devolverá o processo ao juiz, que deverá confirmar o cumprimento do alvará. Caso o alvará não seja cumprido no prazo previsto na resolução, o caso deve ser informado à CGJ do tribunal para apuração da irregularidade e adoção de providências. Além disso, o caso será encaminhado ao MP para verificação da responsabilidade criminal. O não cumprimento do prazo também deve ser comunicado ao Departamento de Monitoramento do Sistema Carcerário, quando solicitado. A resolução afirma que o preso com alvará de soltura expedido será colocado imediatamente em liberdade, exceto se estiver preso em flagrante por outro crime ou houver mandado de prisão expedido contra ele. Pelo texto, os tribunais deverão adaptar sua legislação aos termos da resolução, num prazo de 60 dias.
(Fonte: CNJ - ERIVALDO RIBEIRO)

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Cliente não responde por abuso de linguagem de seu advogado

Apesar de representar o cliente em juízo, o advogado é o único responsável pelos seus eventuais excessos de conduta ou linguagem. Esse foi o entendimento da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao prover recurso do Banco do Brasil contra decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). No processo, consta que o advogado da instituição financeira teria se referido a um cliente, na contestação de ação movida contra o banco, como “mais perdido que cachorro de pobre em dia de mudança”. Em razão da expressão injuriosa, o cliente entrou com pedido de indenização por danos morais contra o banco. O TJMA concedeu uma indenização de dez salários-mínimos para o cliente a título de danos morais. O tribunal também aplicou multa prevista no artigo 538 do Código de Processo Civil (CPC) contra o banco, por tentar atrasar o processo com recursos. A defesa da instituição financeira apelou ao STJ, sustentando que não houve a violação ao artigo 538 do CPC, pois seus recursos não teriam caráter protelatório. Também afirmou haver ofensa ao artigo 188 do Código Civil, uma vez que não teria caracterizado nenhum delito cometido pelo banco que pudesse originar dano moral. Também teriam sido contrariados o artigo 348 do CPC e os artigos 7 e 32 da Lei n. 8.906/94, que tratam do estatuto da advocacia, já que o advogado seria responsável por excessos praticados no desempenho de suas funções. No seu voto, o ministro relator Fernando Gonçalves observou que essa matéria foi recentemente apreciada no STJ. Para ele, o Banco do Brasil não seria parte legítima no processo. Ofensas feitas pelo advogado, em juízo, seriam de responsabilidade exclusiva deste, não se alterando a situação pela existência da relação de emprego entra a parte e o advogado. O ministro aponta ainda que, caso o cliente também ratificasse a declaração no processo, este poderia ser considerado corresponsável, mas não foi isso o que ocorreu. O relator também apontou que a imunidade dos advogados não permite que eles cometam excessos enquanto exercem suas atividades. Com esse entendimento, o magistrado afastou o pagamento da indenização e da multa estabelecido pelo TJMA.
(Fonte: STJ - 29/04/2010)